HISTÓRIAS

"Diz-se que o contador de histórias se esgueirou até perto dos deuses e ficou ouvindo, enquanto eles falavam, dormindo".

Clarissa Pinkola Estés

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Contar histórias pra mim é abraçar, cuidar. Um alento de meia de lã e um chá quentinho numa noite de inverno. É perfurar o tempo e abrir espaços, criar e despertar mundos, inclusive internos. Elas nos acendem por dentro, vão iluminando pontos de nossas memórias e carregam sementes fecundas, que vão nos ensinar algo de genuíno.

 

Quando eu conto ou escuto uma história, acesso uma espécie de farmácia da alma, onde a gente pega o que precisa, se nutre e se cura para seguir em frente.

 

Elas nos religam com nossas raízes, fortalecem o nosso espírito, remexem coisas delicadas dentro de nós e revigoram nossas emoções e nosso corpo, já que somos inteiros e gente sente tudo.

 

Compartilhar histórias cria presença, vínculos, encontros, alicerces, âncoras, asas, infinitos. São encantamentos disponíveis, para alargarmos nossa experiência aqui. E o melhor: elas sobrevivem a nós e ao Tempo. É só a gente contar. E escutar.

 

APRESENTAÇÕES

Espetáculo de contação

de histórias

 
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BOTICA DE HISTÓRIAS

uma farmacinha para a alma

"Desde criança eu fui ensinada a reconhecer as histórias como uma prática medicinal".

Clarissa Pinkola Estés

 Acredito nas palavras da Clarissa. E também sinto e busco essa prática. Segundo a autora, na sua herança cultural, histórias, fábulas e mitos são aprendidos, elaborados, numerados e conservados da mesma forma que se mantém uma farmacopeia.

 

Há muitos anos, pesquiso e conservo esses medicamentos naturais tão antigos e mágicos. O projeto BOTICA DE HISTÓRIAS nasceu do desejo de organizar, ampliar e compartilhar essa farmacinha da alma, neste momento de colapso mundial, em que todos nós precisamos de equilíbrio e conexão com o que realmente importa.

 

Assim como sou apaixonada por plantas, ervas, raízes, como medicamentos potentes, também cultivo as histórias: planto, rego, cuido, recolho e distribuo, como um chá quentinho para o coração, como uma experiência espiritual.

 

Essa é minha busca.

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MINHA HISTÓRIA

Nasci em Juiz de Fora no dia 6 de dezembro de 1977. Meu pai cresceu na roça cantando uns repentes que, em Minas, a gente chama de “calango”, que é uma forma bem gostosa de contar histórias.

Sou filha também de uma família de mulheres costureiras: minha avó, minha mãe, minhas tias... e eu tenho uma máquina de costura e adoro pano. Pano, trama, fios, histórias...

E meu avô, Francisco, era carpinteiro e atravessava madeira para construir coisas bonitas. Contar, cantar, costurar, tecer, talhar... artes que foram impregnando minha bagagem de afetos e se transformando na minha história. 

Comecei a fazer teatro nas missas de domingo para que as crianças entendessem a leitura do dia. Mas eu também era uma criança. Com 14 anos comecei meu primeiro curso de interpretação, para a surpresa de todos, que não sabiam que isso era coisa que se estudasse. Passei a “mexer” com teatro.

No mesmo ano vi, no Parque Halfeld, praça que é o coração da minha cidade, a história de Romeu e Julieta com o Grupo Galpão. E com 14 anos eu quis fazer aquilo pelo resto da vida.

 

Fiz Jornalismo, me formei em Produção Cultural (já em Niterói) e, finalmente, Interpretação, no Rio. Muitos outros atravessamentos vieram para me construir (como o meu avô fazia com a madeira).

Em 2000 conheci o Gregório, que abriu meu coração para as histórias. Um dia o vi contando “Como nasceram as estrelas”, do povo indígena Bororo. E com 22 anos eu quis fazer aquilo pelo resto da vida.

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